terça-feira, 26 de agosto de 2008

Diário de quatro noites e três dias em New York

Hi,

Chegámos a New York City à meia noite de sexta feira. À uma estavamos no SushiSamba a jantar. Estavamos demasiado cansados para sair à noite (a viagem desde San Diego tinha durado practicamente meio dia) e decidimos ir para o nosso Hilton descansar.

No dia seguinte lá fomos nós tomar brunch ao Central Park num sitio recomendado pelo nosso amigo Pedro Taborda: o Boat House. Era só uma horita de espera para tomar o tão desejado brunch, fomos a uma pastelaria e lá nos safámos com um panini e um yougurt com granola. Seguimos para o Metropolitan Museum of Art onde passámos o resto da tarde. Muito bom... está lá muita coisa bonita de se ver e valeu a pena ficarmos lá enfiados tantas horas.














Viémos a correr para o hotel tomar um banho porque tinhamos teatro às 19:30. Fomos ver supostamente uma comédia: The marriage of Bette and Boo. Bom mas deprimente. A história acontecia em meados do século passado, ele era alcoólico, ela só queria ter filhos. De cinco tentativas só um dos filhos é que sobreviveu, o Squipy, é ele o narrador da história. Para não vos cansar a peça tem um final trágico, depois do divórcio ela morre com um câncro e ele acaba sozinho e com problemas de memória... enfim, uma comédia diziam eles nos reviews.

Já esfomeados fomos até à zona da night: Meat Packing District (nome estranho para um sitio de copos não acham?). Aqui jantámos num tailandês e depois fomos tentar a nossa sorte para as disconights. Entrámos no Caine, um sitio que segundo os que conhecem bem NY não é de fácil acesso. Nós conseguimos! E lá demos o nosso pézinho de dança ao som dos hits americanos e a regalar-nos com a fauna que por lá dançava também. Muito divertido.

No dia seguinte tivémos um brunch merecido. A espera no SarahBeths foi apenas de meia hora e valeu a pena, comi uma omolette de espinafres e queijo de cabra... mmmmm nhamiiii, uma delícia. Como era Domingo era dia de passear a pé. Lá fomos nós para o East Village, Little Itally e Chinatown. Duas horas a pé! Depois atravessámos a pé a Brooklin Bridge onde tirámos umas belas chapas com o recentemente adquirido belo chapelame do João que ele garante ir usar na noite lisboeta cada vez que sair para beber um copo...




Como não havia teatro relaxámos um bocadinho no hotel e depois saímos para jantar. Fomos ao Soho e comemos num Mexicano muito conhecido por estas bandas chamado La Esquina. Bom.

Next Day. Passámos o brunch e mal acordámos decidimos almoçar, desta vez no Pastis que também nos tinham recomendado. Depois rumámos ao MOMA (Museum of Modern Art) onde passámos umas belas duas horas e onde pudémos ver um exposição de Dalí bem interessante. Sem mais demoras decidimos subir ao topo do Rockefeller Center que nos asseguraram ter uma vista muito mais bonita de NY do que a vista do Empire State Building. Eu não me importei nada porque da última vez que estive aqui tinha subido ao ESB e desta vez porque não variar? E assim foi, a verdade é que o Rockefeller tem uma grande vantagem: dá para ver o Central Park. E voltámos a tirar umas belas chapas com o já conhecido chapelame do Jony.















À noite era tempo de ir ver outra péçazita. Blue Man Group é uma performance fantástica de três homens pintados de azul que fazem as peripécias mais inimagináveis em palco ao som de uma banda fantástica. Adorámos e não ficámos deprimidos que foi o mais importante.

Amanhã acaba a nossa espectacular aventura de um mês pelos States e também esta experiência fabulosa que foi a de ter um blog para poder partilhar com todos a nossa viagem. Obrigada a todos os que leram e a todos os que deixaram as suas mensagens. Ainda falta meio dia para gozar em NY e por isso não me despeço ainda (amanhã vamos ao Ground Zero). O melhor de tudo isto é que vou matar as saudades que tenho de todos!

Besos

Rita

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Start spreading the news....

Hello my friedns,

As férias estão quase a acabar mas o melhor anda está para vir... É ótimo poder dizer isto! Start spreading the news... I am leaving today... I want to be a part of it New York, New York...

Passámos uns dias maravilhosos em San Diego, acabámos em grande o nosso périplo pela Califórnia. Viémos parar ao Ocean Beach Hotel, mesmo ao lado do mar. O hotel está um bocado velho mas tivémos sorte e o quarto que nos deram tinha a casa de banho inundada e por isso puseram-nos nos quarto maior com ocean view. O João descobriu um sitio com as melhores pizzas da América que foram o nosso jantar no primeiro dia e vão ser o nosso jantar hoje, o nosso último dia.

Passadas quase quatro semanas destas férias maravilhosas já se podem tirar algumas conslusões (assim como o João fez no seu último post). As minhas conslusões são as seguintes:

- Os americanos são uma simpatia
- As casas de banho públicas estão sempre impecáveis, até nos sitios mais resmegas. E olhem que estivemos em sitios resmengas.
- Durante este mês todo só me cruzei com uma pessoa que achava que Portugal era na América Latina e ele não era sequer americano, era iraquiano. Todas as pessoas com as quais falámos sabiam perfeitamente onde era Portugal.
- Nos restaurantes, a meio da refeição, os empregados perguntam sempre: "is everything ok?, do tou need anything more?, how are you guys doing around here?" Fantásticos!
- Em qualquer compra que se faça nas lojas, no final, quando vamos pagar, peguntam sempre: "Did you find what you need?"
- É tudo mais barato que na Europa excepto as bebidas nos restaurantes.
- Uma dose dá para duas pessoas!

Aqui ficam algumas fotos dos últimos três dias.



PS: Cara madrinha e grande amiga Rita Lebre, não consegui ainda apanhar o nosso João cheio de estilo enrolado numa canga. Mas se amanhã ainda der, antes de apanhar o avião para NY, ainda lhe tiro uma chapa nesses preparos só para tu ficares feliz.

Besos
Rita

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

The Big Easy

"The Big Easy" is the nick name that the americans use for New Orleans (like NY is the Big Apple). The fact that this post has this title does not mean that we decided to, once again, change our itinerary or, worse, that I let Rita read the map and we got lost again. No, "The Big Easy" title is not a reference to the most proeminant city of Louisiana but rather a reference to whole country: the USA.

After 3 weeks travelling around the states I have no doubts in considering this country as the easiest place to go on vacation. The easiest and (surprise, surprise) one of the most pleasant ones. Let's see:

1) Hotels - it is dead easy to find a decent hotel anywhere in the country. Starting at $50 (although most hotels we stayed actually went for $100) you can get a clean room with wireless internet. No bookings required, just show up and choose the one that has vacancy. Exception: weekend in Santa Barbara (or any other beach town for that matter). Still, far better than the Italian nightmare...

One amongst many hotel rooms (this is in Durango - CO)



2) Food - I never thought I would say this, but the food in the US is really good. If you stay clear from the junk food parlours (roadside "family restaurants") there is always one place that serves great salads or mexican something. The top restaurants are cheaper than in Europe and we have had already to memorable dining experiences (in Ouray and San Francisco). Caveat: local wine is very expensive, but they serve by the glass which helps keeping the bills down


dinner of champs in Santa Fe

3) Beer - anybody heard of Budweiser? Does not qualify as beer, right? Agree. However, these guys have zillions of microbreweries (small beer factories, most with local distribution only) normally created by some central or eastern european immigrant with beer of fantastic quality. I have rediscovered ales and pale ales of outstanding taste and freshness. Nothing like that horrific brown stuff they serve you in London in huge pint glasses (sorry Anna....)



4) Driving - the most civilized country on the road. All speed limits are religiously followed (except by charming Rita "Fittipaldi" Oliveira that was caught speeding in Bluff, a small town in Utah along highway 191), everyone stops for pedestrians (even when they are crossing on the red light), they let you through with a smile if you are going faster than them and patiently wait for you when you are frozen at a crossroad unsure of where to turn next . Exception: California. As soon as you get here you see cars passing by from the left and right way above the speed limit and the horns are used as often as breaks and accelarator pedals and in traffic lights 0,3 seconds after the light has turned green. Here I feel at home!... (was it a coincidence that the Gumball 3000 - an unofficial car race of spoiled rich wannabe teens that drive through highways as fast as their V8 sports cars go actually takes place this year in California?)
















Driving on the highway: very relaxed, it was possible and easy to take pics of the traffic













"Kitt" in Gumball 3000 - San Francisco California. According to the Knight Rider, this baby goes 500mph (ah, ah, ah)

5) People - I don't remember finding anywhere else in the world such friendly and easy going people. Pretty much everyone that comes to the states notices that the restaurant waiters greet you with a smile, do everything to accomodate your needs and special requests and ask you mid time through the meal if everything is all right. Arguably, this could be simple professionalism associated with the fact that tips are actually most of the waiters salary. However, whenever I stopped the ordinary Joe (or Jane) on the street to ask for directions or an information about a place, a building or where to go next the response was the start of a brief (sometimes long) chat about our lifes, habits, politics, the weather... This is totally independent from the place (north, south, west, big city or small, godforsaken town) I cannot help to wonder if this is connected with the loss of family ties as they grow up: the americans have to be open and friendly with
strangers otherwise they risk spending the rest of their lives alone.





Healthy snack in St. Louis

Happy couple down at the San Francisco piers

Enjoying summer weather in la Jolla - San Diego

Is this L.A?

Pois é meus bloggeiros,

A Los Angeles do Pretty Woman é bem mais bonita e charmosa da Los Angeles que o João e eu visitámos na passada segunda-feira...

Quisémos entrar pela rua principal ignorando mais uma vez o GPS que nos dava um caminho mais fácil. Lá fomos nós pelo Sunset Boulevard à procura de alguém famoso (o João com a máquina fotográfica de três quilos em punho) e eu a guiar a tentar ver se captava o glamour da coisa.

O único que víamos eram Mc Donalds, Dennny's, Liquor Stores e pouco mais. O que é que se passa? Ok deve ser da rua, vamos até ao Hollywood Boulevard. Assim foi, trocámos de rua e nada, uma rua como tantas outras. O único mais ou menos emocionante nestes 45 minutos de passeio foram as míticas letras na encosta a dizer HOLLYWOOD. Sim, isto e mais nada!
















Já com alguma fome mas ainda curiosos por saber qual era afinal o encanto de L.A. fomos até Beverly Hills. E chegados ao destino percebemos que os ricos vivem bem nesta cidade, numa urbanização tipo Quinta da Marinha, mas com casotas ainda mais luxuosas, separadas por ruas largas (e mal iluminadas por sinal) cheias de palmeiras. And that's it! LA resume-se a um monte de casas bonitas e a uma rua com lojas caras (também em Beverly Hills) e não muito mais. E perguntava-me eu no final do passeio: Is this LA? Pelos vistos sim.

E não pensem que fomos a um restaurante super fino e maravilhoso. Não. Era segunda feira, e já tarde, e quase todos os restaurantes estavam fechados. Acabámos na Cheesecake Factory, uma cadeia americana que já nos tinham recomendado e que tem uma história interessante. A Evelyn Overton tinha uma receita de cheescake que toda a gente amava. Nos anos 40 abriu uma pequena loja em Detroit. Com dois filhos pequenos para criar teve que desistir do seu negócio e começou a fazer bolos em casa para fornecer alguns restaurantes locais. Já em 1971, com os seus filhos já crescidos, ela e o marido mudaram o seu negócio para Los Angeles e abriram a sua primeira loja chamada Cheesecake Factory. A Evelyn criou 20 variedades de cheesecakes que hoje fazem as delícias de muitos americanos.

Jantámos muito bem mas, como é obvio, o melhor estava para vir à sobremesa. Comi um cheesecake quase melhor que o da minha mãe (os frequentadores lá de casa dos meus pais sabem que deve ser difícil). O João não fala noutra coisa senão em voltar a provar o maravilhoso bolo.

E assim foi a L.A. experience.

Voltámos para o nosso pacato hotel em Newport Beach onde passámos três óptimos dias de praia. Conhecemos Laguna Beach, Huntington Beach, mais conhecida como a surf city USA, e Newport. As good vibes andam no ar e ficámos surpreendidos com o facto de que, apesar de ser Agosto, tudo está numa paz e tranquilidade que é difícil encontrar nas nossas costas por estas datas. Um encanto.


Agora estamos em San Diego a escassos quilómetros do México onde vamos acabar a nossa aventura californiana. A água está morna e o João tem feito um ótimo surf (repararam que já escrevo ótimo sem P? Odeio o acordo ortográfico).

Besos e muitas saudades

Rita

domingo, 17 de agosto de 2008

O meu primeiro banho no Pacífico

Hi,

Foi com muita pena nossa que deixámos o Mar Vista e as galinhas do Sr. Tom. Mas a viagem continua e há boas razões para continuar: a praia.

Fizémos uma paragem para almoço no recomendado Carmel by the Sea. Uma vila muito simpática, com uma praia com areia branquíssima mas onde os 15ºC continuavam a apertar. Depois de uma passeio (onde vimos um dos Ferrarris mais raros do mundo) e uma pizza num restaurante italiano embarcámos outra vez no bólide para mais quatro horas e meia de viagem até Santa Bárbara (até Carpinteria mais precisamente, a 10 kilómetros de Santa Bárbara).






Chegámos ao mítico e americanamente conhecido Motel 6 onde rapidamente pusémos as malas no quarto 147 e fomos a correr ver se conseguíamos jantar. Jantámos, e jantámos bem. Depois fomos até à praia para descobrir que a temperatura da água estava igual ao Algarve! O dia seguinte prometia.
Acordámos. Estava tudo encoberto. Mas não houve azar, o nadador salvador disse-nos logo: "isto às 11:30 abre". E assim foi. Depois do pequeno-almoço num dos spots preferidos do Kelly Slater rumámos em busca das ondas. Fomos parar a Ventura, a 50 kilómentros de Santa Bárbara, onde a praia não era má e as ondas também não. O surfista não ficou satisfeito com a prancha que lhe alugaram e por tanto não foi próriamente um dia de surf inesquecível. Eu fiz o meu papel de namorada e esperei na areia enquanto lia o meu novo livro intitulado "It" do sobejamente conhecido mestre do terror Stephen King e me banhava pela primeira vez nas águas do Pacífico.
Ao final do dia fomos finalmente conhecer a famosa Santa Bárbara. É bonito devo dizê-lo, um calçadão interminável à beira da praia, uma rua principal, a State Street, cheia de animação, restaurantes e bares... mas o mais interessante foi o que encontrámos estacionado num dos parques da cidade.


Esta carrinha que vocês vêm pertence a um homem que vive dentro dela e que faz dinheiro das contribuições que os turistas que tiram fotografias possam deixar dentro dum mialheiro em forma de mundo. Ele intitula-se artista que vive dentro e da sua própria arte. Os milhares de peças que fazem parte da carrinha são provenientes de todo o mundo. A carrinha está cheia de provérbios e frases, até autocolantes do Barack Obama, mas a frase que mais me chamou a atenção clamava assim: "is not about how many breaths you can take is about the things that can take your breath away". Lindo não é?

No dia seguinte, depois da praínha, fomos ver uma das maravilhas de Santa Bárara. Uma figueira com mais de cem anos que vive num dos cruzamentos da cidade desde que, como reza a lenda, uma marinheiro ofereceu a semente a uma rapariga que por lá vivia. Verdadeira ou não o que impressiona realmente é o tamanho desta árvore que nos fez lembrar imenso uma outra figueira em São Paulo que está, literalmente, dentro de um restaurante e que inclusivamente lhe dá o nome.

Depois de almoçar uma óptima salada de salmão rumámos a sul a caminho de Newport, a 150 kilómetros de Santa Bárbara. Passámos por a famosa Malibu... Não vimos ninguém famoso, nem nenhuma casa digna de alguém famoso e muito menos percebemos porque é que Malibu é tão famoso. Démos também um salto a Santa Mónica, Venice e Huntington Beach. Não ficámos boqueabretos. Estamos em Newport Beach onde vamos passar os próximos três dias. Avisinha-se uma visita a LA, Beverly Hillls e Hollywood... vamos lá ver se o Sul da Califórnia tem tantos encantos como o Norte.

See you soon...

Besos
Rita

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Mar Vista em Anchor Bay

My dears,

Apesar das muitas queixas nos posts anteriores não estamos fartos do frio e decidimos subir ainda mais a Norte de São Francisco. Viémos parar a Anchor Bay, a uma quinta maravilhosa chamada Mar Vista.

O Tom recebeu-nos com um amistoso: "How is Estoril?" e a Renata com algumas indicações de como podíamos aproveitar melhor estes dias que aqui passámos. Estes dois simpáticos velhotes são quem toma conta deste precioso sítio à beira mar plantado.
Esta dúzia de cottages foi construída nos anos 30 por um casal escandinavo. O desenvolvimento da quinta foi interrompido pela Segunda Grande Guerra e só ficou compelto en meados dos anos 40. As casinhas são de madeira de redwood (árvores das que falarei mais à frente) e tornaram-se famosas entre os amantes da pesca que vinham cá passar uns dias. E foi assim que este lugar se transformou num idílico sitio para fazer turismo.


Os ovos são apanhados todos os dias às 17:30 e são distribuídos pelos hópedes. Há uma horta com uma variedade enorme de verduras e fruta que é self-service, apenas tendo que respeitar os sinais verde e encarnado: verde - pode-se colher, vermelho - não está pronto ainda. Como podem imaginar fizémos umas saladas deliciosas enquanto aqui estivemos e comémos ovos frescos ao pequeno almoço todos os dias... Hoje o João vai fazer uma carbonara que tanto me lembra a minha amiga Ana Ros.














Para além do Mar Vista ser um dos sitios mais especiais de mais românticos onde eu já estive, tem uma variedade enorme de coisas para ver aqui perto. Uma dessas coisas (não tão perto, mais precisamente a 300 kilómetros daqui) é a Avenue of the giants: uma fileira de redwoods que se estende por 45 kilómetros. Os redwoods (Sequoia semperviren) são as árvores mais altas do mundo, chegam a medir 122 metros de altura e o tronco na sua base pode medir até sete metros de diámetro! Imaginem agora uma estrada estreitíssima pejada destas árvores. Valeram os 600 km que fizémos até ver estas maravilhas da natureza que nascem há 160 milhões de anos, encontrando aqui, na Califónia, as melhores condições de temperatura para viverem.














O dia seguinte era dia de partida mas dissémos "não", depois de 600 kilómentros temos que ficar aqui mais um dia a gozar a quinta. E assim foi, passámos o dia a ler e a contemplar a paisagem. O resultado prático é que estou a vinte páginas de acabar o fabuloso romance que estou a ler e que a minhã irmã me ofereceu nos anos, La sombra del viento, do espanhol Carlos Ruíz Zafón. Recomendo vivamente a quem ainda não leu. É tão bom ler nas férias, devoram-se as histórias com tanta rapidez que acabamos metidos nas suas tramas.

Amanhã é dia de partir rumo a Sul. Já está na hora de fazer uma prainha... e um surfsinho como diria o João, que as águas a Norte não estão para desportos náuticos.
Com saudades un beso

Rita

terça-feira, 12 de agosto de 2008

If you´re going to S. Francisco...

Olá,

Se vierem a S. Francisco tragam casacos, meias, botas e cachecóis que foram os items que o João e eu tivémos que comprar logo na primeira manhã em S. Francisco. A máxima, como já vos tinha dito no outro post, era de 15ºC, a mínima uns arrepiantes 10ºC. Mas a viagem continua e com uns casaquinhos novos (o do João da Emporio Armani por sinal... o menino trata-se bem) estavamos prontos para explorar a cidade mais liberal de toda a América.

Depois das compras da manhã em Union Square comemos um hot dog e uma cola num carrinho de esquina de rua. Fomos dar um passeio no novo bólide, que já tive o prazer de vos apresentar, à beira mar mas o melhor estava para vir à hora de jantar.

Seguindo os conselhos do nosso amigo Maçãs (que tem um livro da Tashen com os melhores restaurantes do mundo) fizémos uma reserva para as dez da noite no Bacar (http://www.bacarsf.com/) e depois da nossa segunda experiência numa lavandaria americana lá nos fomos nós compor com os casacos, botas e meias novas para uma refeição memorável.

A salada que veio de entrada era divinal, o salmão do Alaska que o João pediu outra delícia, para não falar do meu peito de pato que veio acompanhado com fatias de melão e cebola frita (espero que não estejam a ler este post com fome porque podem chegar a odiar-me).
E o vinho... O vinho que até apontei para nunca mais me esquecer: um Pinot Noir chamado Michaud Vineyeard de 2003. Mmmmmm nhami!!!! Amei, foi uma refeição para mais não esquecer.

No dia seguinte acordámos com um Sol deslumbrante e os 15ºC subiram um bocadinho, por tanto deixámos os casacos novos no hotel e lá fomos nós explorar o resto da cidade de t-shirt. Depois de um pequeno almoço no apinhado Starbucks da zona atravessámos a cidade por uma das três famosas linhas de cable cars. Esta espécie de eléctricos são movidos através de cabos no subsolo e abrandam com um sistema de travões de madeira! Os travões são mudados de dois em dois dias, os cabos duram de dois s seis meses. E porque um transporte público tão rupestre no século XXI? Não é evidente? Para manter a tradição é claro.

A muito custo arrastei o João para cima de um daqueles autocarros de turistas sem capota para conhecer a cidade durante uma hora e meia. A Susanna, uma bifa que mora em S. Francisco há mais de nove anos, guiou-nos pelos bairros mais típicis da cidade: Chinatown, Little Italy, Fisherman's Wharf, etc. Falou-nos do perigo eminente de um sismo na cidade e da destruição que o sismo de 1906 causou, o terremoto foi de 8.0 na escala de Richter e a esteve a abanar a cidade durante 56 segundos!

Como é óvio os estragos foram muita mas uma das coisas mais interessantes dos terremotos na cidade foi um bando de leões marinhos que, com medo de um dos abanões (1989), se veio instalar comodamente no Cais 39. Fomos lá ver com os nossos próprios olhos e lá estavam dezenas deles a brincar, a lutar, a fazer barulhos esquisitos, ali, aos olhos de quem os quisesse ver! Surpreendente.

A tarde terminou no Museum of Modern Art de San Francisco. O museu é pequeno mas vale a pena. Estava lá a exposição que já tinhamos visto em Lisboa (mas um bocadinho mais completa) da Frida Kahlo. Eu continuo a não gostar da crueza que ela coloca nas suas pinturas mas foi, sem dúvida, uma grande artista e sobre tudo uma grande mulher.

Apesar de ter gostado da cidade não posso dizer que os seus famosos altos e baixos me tenham enchido as medidas (sobretudo quando temos que subir a pé!) mas tenho que lá voltar e sabem porquê? Porque não arranjei bilhetes para ir a Alcatraz, a famosa prisão que já tantos filmes imortalizaram e que se conta entre uma das prisões de maior segurança do mundo, mais conhecida como The Rock. Para arranjar bilhetes teria que ter acordado às cinco da manha para ir para uma fila onde os bilhetes seriam postos à venda às nove... Não obrigada, estou de férias.

Hoje saímos de San Francisco pela Golden Gate Bridge, tão parecida com a nossa belíssima ponte 25 de Abril, mas não vimos um tota. Um nevoeiro intenso cobria a cidade e os pilares da ponte. Não faz mal, como viémos para Norte de San Francisco e depois vamos voltar para Sul vamos voltar a cruzar a ponte. Quizá nessa altura vos possa dizer se é mais bonita que a nossa ou não.

Besos
Rita

PS: Curtam-me a primeira celebridade que vi nos States... Sim, é ele mesmo, o Mitch Buchannan. (Foi pena foi não ter visto o Sean Penn que mora em San Francisco... fica para a próxima)



domingo, 10 de agosto de 2008

O nosso novo bólide!

Olá amigos,

Como estamos na Califórnia (apesar de estarem 15ºC) decidimos tentar a nossa sorte e trocar o nosso fantástico Jeep por um convetible. Na terra onde tudo é possível, onde o cliente é realmente quem manda, não foi difícil. Para além do mais o nosso querido SUV, como eles chamam aos jeeps, tinha um problema com o óleo, que é normal depois de fazer 5.000 kilómetros em duas semanas... coitadinho.

Pois é gostámos muito, as passeatas fora da auto-estrada foram óptimas, mas a vida continua e por isso apresento-vos o nosso novo bólide que, se tudo correr bem, nos acompanhará até S. Diego:






Agora a moda são carros brancos mas o azul também não é mau não acham?

Mudando de assunto, o João tira-me imensas fotos a mim e à paisagem, mas é raro no fim da viagem termos fotos do João ou de nós os dois juntos. Mas isso está a mudar e como tanto a Zinha pediu, nos seus anteriores comentários, aqui vai uma série de fotos de uma americana nos tirou na paragem do eléctrico... modéstia à parte não estão más de todo.






PS: Mami, nem o João engordou nem eu emagreci... tá tudo na mesma o que não é mau. Quando chegar a Lx continuo a minha dieta rigorosa (mas aqui também nem toco nos doces) e a minha ginástica 4 x por semana.

Besos
Rita




sábado, 9 de agosto de 2008

O deserto e a floresta

Bom dia malta jovem,
Saímos de Las Vegas com mais 35 dólares no bolso o que não é mau de todo. A viagem desse dia tinha que começar cedo, íamos demorar duas horas a chegar ao Death Valley e as temperaturas às três da tarde chegariam aos 43ºC. Não valeu de muito, chegámos ao Valley às dez e às onze e meia já estavam 47ºC (a temperatura mais alta que alguma vez senti na pele).



Sem sair do ar condicionado do carro fizemos uma pista que demorou 45 minutos a percorrer. Foi muito bonito porque atravessámos boa parte do parque (que é um autêntico deserto, so com uns tufos de plantinhas a lutarem contra o calor pela sobrevivência) e fomos parar a um canyon o qual atravessámos mesmo pelo meio. Confesso que foi um bocado claustrofóbico mas valeu a pena.

Estava na hora de "nos pormos de ali para fora", os sinais na estrada aconselhavam a desligar o ar condicionado para não sobreaquecer o carro. E lá fomos nós a destilar com 47 graus lá fora com as janelas fechadas porque o João achava que era melhor assim. Claro que no segundo em que abrimos as janelas percebemos que se estava (não muito) melhor com as janelas abertas.

Próxima paragem: Yosemite. Devo dizer, antes de mais, que depois de um parque no Alsca, o Death Valley e o Yosemite são os maiores parque dos Estados Unidos. O choque foi grande porque para além de passarmos do desrto patra a floresta, passámos dos 47 graus parav os 15 graus! Mas o Sol brilhava e lá fomos nós todos contentes fazer mais uma caminhada.

Tinham-nos dito que não era um percurso fácil, o Mount Dana tinha altos e baixos mas valia a pena porque tinha paisagens maravilhosas e muito pouca gente. E assim foi, encontrámos lagos, pradarias, e uma vista espectacular quando chegamos a meio do caminho, sim porque depois tínhamos que escalar uma escarpa de pedras até cima do morro e eu disse: "nem pensar, vamos voltar para trás".





Depois atravessámos o parque de carro na horizontal o que demorou uma hora a fazer. Parámos ao pé de mais uma percurso para fazer a pé, desta vez para ver as sequoias gigantes, que se contam entre as espécies de árvores mais altas do mundo. E a caminhada valeu a pena, a dimessão dos troncos e altura das árvores, que podem viver até aos 2.000 anos, é impressionate.



E foi assim que tivemos dois dias de "banho de natureza".

Ontem chegámos a San Francisco onde a máxima é de 15ºC e a mínima 10ºC (o quê é que eu estou aqui a fazer?). Acabei de acordar e a primeira coisa que vou fazer não é ir atravessar a Golde Bridge, nem ir ao museu de Arte Contemporânea, nem andar de eléctrico, nem sequer ir a Alcatraz, é ir comprar roupa adequada! Perguntámos aos locais se o tempo era sempre assim. Eles com um ar muito infeliz garantem que sim, mas que há dois dias em Setembro (tipo Verão de São Martinho) que a temperatura sobe aos 25ºC. Aconselho vivamente a virem nessa altura!
Besos
Rita

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

"(...) Sure, hon, it's your money you can do whatever you want with it."

First of all I must apologize for the fact that this (most awaited) post will be short in words and pictures. This is for the simple reason that, as most of you are quite aware, what goes on in Vegas stays in Vegas!...

Nevertheless, there are a few things I can raise the veil about... Firstly: in a previous post I nick named Las Vegas as the Sin City. That was rubbish, this is really the Fun City! It's 24/7 of pure entertainment in which no eccentricity is too much. Hedonism is the sole religion.

After 3 days of intense isolation and awe inspiring landscapes arriving at Las Vegas through "The Strip" is trully shocking. For those not aware (as I wasn't before coming here) The Strip is the South Las Vegas Boulevard that you think you saw 1,000 times on films and TV shows but, believe me, you have not really seen it until you drove or walk through it.

Luxury is cheap in Las Vegas. We were quite surprised to get a hotel for 50$ but as soon as we got in the lobby we realized we made a big mistake. Circus Circus is a gigantic hotel with a free Circus that runs for 10 hours during the day. It is probably the only hotel in Las Vegas that welcomes children and is specifically targetted for families. The confusion of screaming and running of over excited kids in the lobby was the scariest moment of the trip so far. We quickly booked another hotel for the next night and we chose one of those gigantic and outrageously posh, eccentric and plastified hotels on the Strip: the Bellagio had a room to spare, that's where we went.

The good thing about the Circus Circus it is that they had free lessons of black jack which were extremely helpful in teaching me how to lose money but also about the nature of Las Vegas. Picture the scene: there were about 6 or 7 guys (mostly fathers) that at 10h30 am gathered around a black jack table for a free lesson. Some are holding starbucks coffees, others are just sleepy or trying to get through the hang over. Our host is a sexagenary lady that has been in Vegas for more than 30. She deals the cards, explains the basic rules and gives some insider information about the Vegas scene such as that "all dealers make the minimun wage, no matter how old they have worked here. They genuinly want you to win, because they make their money out of tips from the winners".

The most important clue about this place, though, came from the sentence that she repeated several times during the 25 minutes that the lesson lasted for: "(...) Sure, hon, it's your money you can do whatever you want with it.".

Welcome to Las Vegas.

From Rocky Mountains (CO) to Gran Canyon (AZ)

This post is already out of date. It's already out of date because the vast emptiness of the off road tracks in the rocky mountains of Colorado and of the canyon region in Utah and Arizona have been totally obliterated by the no less than shocking arrival at Sin City (namely Las Vegas). And what a shock that was, after 3 days of wilderness, walking trails and silence to come to a place like Las Vegas... But that will be for another post (we are still here, a lot is still to happen...).


The way to Vegas from Colorado gave us an outstanding opportunity for solitude, silence, reflection but most of the time of sheer astonishment of some of the most incredible scenery I have seen so far. Before leaving Colorado we went into the heart of the Rocky Mountains through 3 hours of 4WD track. Starting point: Silverstone. Silverton is an old mining village turned wild west tourist town. Still very pretty and charming, it was the last stop of the miners before venturing into the...well, into the mines themselves. It is now a chance for fat lazy tourists to buy some hats, eat a burger in a saloon and take some pictures. It is also the last pit stop for the true adventurers before they step into the dangers and unknowns of the Rocky Mountains (that's us...).

The three hours of off road are truly spectacular. In this area the place is filled with ghost mining towns (Anima's Forks is the best example, check the pics), thundra vegentation only found in the artic, glaciers, lost lakes, strange animals (although we only saw a small one that looks like a cross between a beaver and a squirrel). And lots of other adventurers too: the tracks were filled with all sorts of vehicles: motor bikes, SUVs, bikes with 4 wheels, 4WD golf cars (yes, they really looked like golf cars!) and some crazy buggers on bikes going up and down the steep "roads".




Off the rocky mountains we went through Utah and into Arizona visiting the Arches national park, monument valley and the Grand Canyon. These are places of imponent landscapes, empty spaces, strange colours and a lot of rain in August. Well, theoretically there is no rain but we must have been the only ones to cross these two states in August and catching cloudy weather all the way, thunderstorms and occasionally pouring rain (I really mean POURING rain...)!

The Arches NP is gorgeous, but we got there at 2pm and with the 40º we could not really be bothered to get out of the air con to do the walking trails to the arches. We managed to catch the sunset (and the first drops of rain...) in monument valley and got the last room at a cheasy motel in Mexico Hat (20 miles from the monument valley) which was really lucky. The place was infested with a plague of French and Italians!... the first place where we actually saw foreign tourists in our way.

It was great for hiking (we caught 25º instead of 40º in the Gran Canyon) but terrible for the pictures! I leave you with some pictures of the Gran Canyon taken on the South Kaibab trail (3-5 hours to the Cedar Ridge, we did it in 2 hours!) and from the 25 minute helicopter ride to the North Rim (a must do).