quinta-feira, 31 de julho de 2008

Through the deepness of the Southwest country side...


Through 1,600km of the great, big planes of south west USA we have gone 4 states (Missouri, Oklahoma, Texas and New Mexico), 2 time zones and around 15 hours of driving at the boring pace of 65-75 miles per hours (maximum of 125km/h).





The first stretch out of St.Louis is the most boring one: endless corn fields, several trucks on the road. We made a pit stop at Joplin (don't bother looking in the map) where we stayed at a cheasy roadside motel and had a stake at Deny's (open 24 hours for the truck drivers that pratically own this place).

The next stretch was slightly better, specially when we deviated to the old Route 66: the fields are nicer and there are less trucks on the road. The stop over in Totem Pole Park was almost leading to our first argument: as we entered the wild west scene of America I wanted very much to get Rita acquainted with such iconic elements like Totem and Tipi (check attached pictures); she thought it was a waste of time but I still think she is a better person now that she knows what they are.
















Oklahoma City is very close to the geographic centre of the US. It is quite uninteresting except for the wild west museum which is truly excellent. We saw some more Tipis and Totems and I could tell my travel companion about such mythical moments and characters of the western movie scene (High Noon, Rio Bravo, John Wayne, Gary Cooper, John Ford,...). You could see the excitement in her eyes... NOT!










The last stretch was the longest but by far the best: 800km through the open range of Texas and New Mexico. Endless green fields (it's not a desert here) with largest herd of cattle I have ever seen, funny roadsigns like "don't mess with Texas: don't litter or you will be fined $300) and a spooky roadsign towards Rosewell. We were about 50 miles from Rosewell and, believe me, if there was ever a UFO landing on earth this is the place!

The arrival to Santa Fe was a total and utter surprise. We stayed at the Silver Saddle Motel (roadside for 50 bucks...) and the place is a true Americana experience. There are museums, arts, folk music and it seems to be a home to an authentic native american scene.









I am so into it that I am off to buy a cowboy hat, belt, some leather trousers and a colt or winchester rifle. Then I will saddle my Jeep Liberty and wander into the planes with my silent companion the Joe Indian. We'll drink bourbon, light matches in my 3 day beard and shoot some outlaws.

Hurray!

























A caminho do Colorado pela Route 66 (e não só)

Queridos bloggers,

Pedimos desculpa por não ter esctito nada ontem mas é que realmente não havia nada para escrever. Como o Guille me tinha avisado Oklahoma não tem o mínimo interesse, tirando a bela posta de atum que comemos num restaurante à beira dos canais pré-fabricados que contruíram na zona da cidade chamada Brick Town (tudo é construído em tijolo).

Estamos a caminho do Colorado onde vamos passar os próximos três dias. Espero que o tempo e a temperatura se mantenham como agora já que só tenho um casaquinho de algodão.

Temos feito alguns pedaços da mítica e histórica Route 66 (deixo-vos algumas fotos). Mas para falar verdade, e como o João fala no seu post de hoje, não tem nada de especial. É uma estrada como outra qualquer, duas faixas às vezes, um faixa de vez em quando e não tem assim tanto de histórico quanto isso. Parámos a meio para ver umas ruínas índias (uma desilusão, eram tudo cópias); quisémos comer num dos míticos restaurantes e quando lá chegámos qual foi o nosso espanto: o tal restaurante tinha-se incendiado! Enfim... vale a pena só para dizer que já fizémos a estrada mas não é nada de cortar a respiração.





Depois de alguma indecisão quanto à escolha do sitio para dormir depois de Oklahoma, decidimos vir para Santa Fé. Primeiro estava planeado ir a Trinidad (não deu jeito), depois queríamos ir para Dodge City ou La Junta (achámos que não tinha muito interesse), entretanto mudámos de ideias e iríamos para Albuquerque (ainda bem que não fomos, disseram-nos que a criminalidade lá era altíssima - só nos faltava ter uma experiência desagradável ou pior do que isso...), finalmente decidimos: vamos para Santa Fé. E ainda bem que assim fizémos...

A cidadezinha é giríssima e está cheia de turistas americanos. Ontem falámos com dois que estão a fazer uma viagem num RV (recreation vehicle), que aprendemos ser uma roulotte. Jantámos num sitio óptimo, ficámos num motel à beira da estrada como manda a tradição e agora vamos dar uma voltinha pela cidade.

So far já passamos por 5 Estados: Ilinois, Oklahoma, Missouri, Texas e estamos no New Mexico e hoje, se tudo correr bem, vamos entrar no Colorado.

Só mais uma coisa: sabem do que é que me deu saudades ontem... dum queijinho de Azeitão. Acho que vou ter de esperar mais umas semanitas para o saborear, entretanto vou saboreando esta magnífica viagem e os vossos comentários.

Besos
Rita

terça-feira, 29 de julho de 2008

O nosso bólide

Olá a todos,
A pedido da bolgger Vanna (a minha irmã) aqui deixo duas fotografias do nosso Jeep vermelhão que nos transportará ao longo das próximas semanas na nossa aventura pelos States.




Estamos em Joplin, sim é uma terriola completamente desconhecida onde os restaurantes fecham às oito da noite razão pela qual tivémos que ir ao DENY'S jantar. Restaurante de uma cedeia típicamente americana que está aberto 24 horas. Fomos servidos com grande simpatia e os bifes não estavão maus. Curiosidade: a Coca-cola é de borla!




Hoje partimos rumo a Oklahoma que segundo o meu grande amigo Guille me disse não é nada de especial. Mesmo assim tenho alguma curiosidade em vistar o National Cowboy & Western Heritage Museum (http://www.nationalcowboymuseum.org/)
PS: Ontem à noite estivémos a ver esse maravilhoso filme chamado A time to kill de 1996, com Matthew McConaughey, Sandra Bullock e Samuel L. Jackson onde este mata à queima ropa dois jovens brancos depois destes terem violado e maltratado a sua filha de 10 anos. Matthew M. (MM) é o advogado de defesa.
Este filme lembra-me inevitavelmente a minha juventude porque o vi com a minha amiga Carmo, ou na mesma altura que ela (a memória já me falha) e ficámos completamente apaixonadas pela personagem do MM e por ele também.
Besos
Rita




St. Louis

Named after Louix IX of France, St Louis is strategically set at then junction between the Missipi and the Missouri rivers and is considered the gateway to the (wild...) west.



It is supposed to have a strong french influence but the beer is mostly german and I read somewhere that has a victorian past. To add to the confusion, the predominant gastronomy is italian!... :-s



A part from the downtown area where sky scrappers dominate the skiline, the rest of the city seems to be a wide flat plane with small (some large...) two story houses grouped together in neighborhoods. We ventured into the hills for dinner, where we met Lori (or Laureen we can't quite figure out) and a strange fella that was buying Amy drinks in that so often seen "get her drunk for sex" routine. The following day we drove around to visit some the city's more important landmarks: Union Station (a great historical building turned to a miserable and tasteless mall), the cathedral (neo gothical front with neo classical cupule and interior decorated with plenty of tiles), the Eads bridge (longest steel arch of its time in 1874. There is a lucky luke book on this bridge. The story tells that the locals thought Eads was mad and said the bridge cost 1,000,000$ and would take 1,000,000 years to build) and the lovely central west end neighborhood where we tried the crab cakes and bought a couple of books (thanks for the suggestions, António).

The people are predominantly black (ehm, pardon, afro-american) and it is told to have some of the greatest live music joints in the area which, I am sorry to say, we ended up not checking out.

We left the city through old route 66 and stopped for the frozen custard at Ted Drewes. It's basically an ice cream, not much to write home about but somehow made it into the blogosphere.

We are now diving into the depths of the west and I get the feeling that later on I will be sorry for having spent so little time in this place.









segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quadros no Art Institute of Chicago






Pipa,

O prometido é devido e como disse no meu sms há dois dias aqui ficam três exemplos do que o João pode fazer com a sua máquina nova.
Já tens fotografo oficial para as tuas obras de arte!
1. Georges Seurat "A Sunday on La Grande Jatte", 1884




2. Grant Wood "American Gothic", 1930




3. Edward Hoper "Nighthawks", 1942




Besos
PS: Depois do teu conselho já todos podem pôr cometários no Blogg e não só os Bloggers. Acabou-se a discriminação!!!


Laureen de St Louis, Missouri

Hi folks (como nos chamam aqui),


Depois de 5 horas a viajar de carro pela I 55 (a 105 km à hora) chegámos a St Louis. Uma cidade com 350.000 habitantes, nada que se compare com os 10 MILHÕES que tem Chicago.


Démos uma voltinha a pé para ver o famoso arco da cidade (ver post do João sobre St. Louis) e viémos para o Hotel que tem um nome lindo "Drury Plaza" para escolher o restaurante para o jantar.


Meia hora à procura no guia e finalmente o João decidiu que íamos a um italiano chamado Charlie Gitto's. La colocámos a morada no GPS que depois de meia hora às voltas pela cidade nos levou para uma rua sem saída cheia de casinhas... bad luck... the technology not always work!


Sem telemóvel para ligar para o restaurante perguntamos a uns locais e lá conseguimos chegar. A cozinha já tinha fechado. O João ficou pior que estragado e eu expliquei-lhe que numa viagem como a nossa nem tudo podia correr bem (se não fossémos nós a as mulheres!!!)


Entrámos então na pizzeria ao lado e sentámo-nos ao balcão, ao lado da Laureen.


Comemos lindamente e conversámos com a Laureen que foi o melhor da noite. A Laureen é do Texas e não percebemos como é que veio parar a St Louis. Estava em casa de uma sobrinha à espera que uma amiga arranjasse um trabalho num cruzeiro em Miami para voltar para o Texas, que é onde diz sentir-se em casa. A Laureen é divorciada, tem praí 50 anos e já foi seis vezes a Paris mas nunca esteve em NY!!! Odeia americanos e a guerra e diz que quando nos viu entrar no restaurante ficou super feliz porque percebeu que não eramos americanos. Enfim, uma personagem.


Hoje vamos continuar a nossa pelo centro dos States. Espero poder dar novidades amanhã.



Besos

Rita







Stage 1: Chicago - St. Louis (280 miles)

Two evenings ago at the JapanaiseChicago sushi restaurant we got the feeling that was probably the last good quality meal in a sophisticated ambience and amongst a surprisingly good looking crowd (yes, there are hot women in the US too!) that we were going to see for a while.


However, you are never quite ready when reality slaps you in the face. And what a slap that was... 30 miles down I-55 (Interstate 55) we got hungry and decided to make a quick pit stop in godforsaken Godley. We picked a family owned "eating pit" to serve as the first on the road meal. It was nothing short of an absolute disaster. I knew we were in trouble when I felt the smell of deep fried everything 2 meters before actually entering the place. It's all in tones of green, pale sad and greasy green, and at 4pm it is not crowded but there are three tables of obese old folks having... dinner? There are no smiles, no energy not even conversations just a few casual exchanges like "pass me the salt".

The meatloaf special with mashed potatoes hardly qualified as food and Miller light hardly qualifies as beer (check out the "lunch of champs" pic. Someone can still make a happy face...). We got out of there as quickly as possible, bought some seed free genetically modified grapes to help minimize the ulcera risk and got back into our huge Jeep Liberty to proceed 4 long hours into endless corn fields at 65 mph (the only really interesting moment of the journey was when we saw an acrobatic plane spraying the corn fields).


The good news is that at St. Louis we were back to civilization. Nice place, I'll talk about that some other time.




















domingo, 27 de julho de 2008

Bye bye Chicago

Foi óptimo mas tudo o que é bom acaba (a pesar de a viagem estar agora mesmo a começar). Despedimo-nos de Chicago já com um bocadinho de saudades (não fóssemos nós portugueses) e com muita vontade de cá voltar.

Ontem estivemos no Hancock, um dos edifícios mais altos da cidade - 96 andares - a vista é de cortar a repiração e tivemos a sorte de ver cinco aviões em grandes manobras acrobáticas que à primeira vista pareciam um ovni. Já me estava a ver em Chicago a ser uma das pessoas a presenciar um encontro inmediato com os estraterrestres!

Depois, e como o João já mencionou no seu post, estivémos no Japonais, um restaurante que figura entre os melhores do mundo e que estava cheio de gente bonita, check it out: http://www.japonaischicago.com/

Hoje iniciamos o nosso périplo pelos States profundos, espero que a Internet seja de acesso fácil para que continuemos a partilhar tudo sobre a nossa viagem.

Deixo-vos aqui algumas fotografias dos viajantes:







sábado, 26 de julho de 2008

Que delícia de cidade...




As primeiras impressões de Chicago foram muito positivas. Estivemos a fazer o tal passeio de barco onde nos estiveram a falar um pouco sobre a arquitectura da cidade que é de cortar a respiração.


Um dos edifícios em construção é do Donald Trump. O senhor só começou a construir o edifício quando tinha 60% dos apartamentos vendidos!!! (espertalhão). A torre é magnífica como podem ver na fotografia encima que tirámos da net.


Outro dos edifícios que é maravilhoso é o do jornal da cidade, o Chicago Tribune. Lembrei-me logo do Filipe Cardoso, esse grande repórter, que está sempre a falar em novos desafios fora de Portugal. Filipe: neste edifício tu adorarias trabalhar (é a segunda imagem que também retirámos da net).
Besos
Rita
P.S: vi duas crianças de saltos altos! (tinham praí 5 anos...)





the Chicago experience

The "melting pot" image has been used too often, right? So I will not use that for Chicago. Rather... take a 40 km bike ride up and down the lake shore drive (all the way up an down the Michigan lake), add a couple of small museums such as the contemporary photography one, a dinner at the modern ecletic "le colonial" (French - Thai fusion), mix up some old time blues, an architecture tour, walk on the Millenium park, some great sushi at the JapanaisChicago, more blues, a lot of brides with baloon penis on their heads. Put all of it in a shaker, had a bit of fresh ginger (I'll come back to this one later...) and pour it onto a martini glass.

That's the Chicago experience for you: 50 different nationalities in one day, just about as many buildings each with its own style and the american dream felt with every heart beat.
Downtown Chicago is an ensemble of gorgeous architecture; the Chicago way of life seems to be "work hard over the week and make sure you get the blues and your boat out in the lake for the weekend"; the Chicago people are... ehm..., not sure what that is because I meet Irish, "Yuguslavians", latin americans, orientals (of all kinds) quite a few arabics and indians and the only "true americans" (those with the full fledged american accent, the one that we recognize from the sitcomes) seem to be tourists just like me wondering around and assimilating the vibes.

Tomorrow I get out of here into the deep of the great american plains. But I go out with a couple of certainties and a great deal of hopes: certainty that I could very well spend my life in this martini cocktail (with a twist of ginger) and that I could have not hoped for a better "snap out of reality and into a different world" couple of days; hopes that this is not only the beginning of a beautiful friendship but also the kick off... ehm, the first inning of an eye opening experience.
Or at least of a great trip!


















sexta-feira, 25 de julho de 2008

CHEGÁMOS!!!

Depois de alguns meses a preparar a viagem e a criar expectativa nos nossos amigos e em nós próprios cá estamos finalmente nos States para a Ultimate Road Trip.
O Jony veio primeiro para um breve curso em Chicago patrocinado pela Accenture. Vejam lá que grande empresa que paga aos colaboradores para virem a Chicago três dias ouvir um blá blá blá e depois ficam um mês neste país a passear. A empresa é tão generosa que não se importa de mandar para chicago um maláio que está a três voos de distância de Chicago e a aproximadamente 20 horas de viagem para estar uns três diazitos a fazer um cursinho... enfim o Surenda (o malaio) não se queixa e está a amar Chicago.
Cá são oito da manhã e eu estou pronta para correr a maratona (em Portugal são seis horas mais). Estou feliz porque tudo correu bem na minha viagem solitária até aqui e a minha mala de 25 quilos apareceu sempre que estive à espera dela (o meu maior sofrimento em qualquer viagem de avião é que os meus pertences se percam num qualquer tapete rolante longínquo e que ali fiquem para sempre).
Hoje vamos começar por comprar a máquina digital do João e depois vamos fazer um passeio de barco pela cidade, onde estudantes de arquitectura nos vão contar um pouquinho da história da cidade.
Queremos também ir ao Art Institute regalar-nos com um pouco de arte.
Bem, deixo-vos com a esperança que algum de vocês escreva alguma mensagem. Já tenho saudades.
Besos
Rita

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Distâncias entre as paragens

Chicago – St. Louis (478 km)
St. Louis – Oklahoma (942 km)
Oklahoma – Colorado/Denver (1.372 km)
Colorado – Nevada/Grand Canyon (1.392 km)
Grand Canyon – Las Vegas (398 km)
Las Vegas – Death Valley National Park (234 km)
Dead Valley National Park – Sequoia (138 km)
Sequoia – Yosemite (359 km)
Yosemite – Lake Tahoe (290 km)
Lake Tahoe – Eureka (628 km)
Eureka – S. Francisco (437 km)
S. Francisco – S. Barbara (543 km)
S. Barbara – Los Angeles (153 km)
Los Angeles – S. Diego (194 km)
S. Diego – New York (avião Jet Blues 209 US$)

Dormidas em cada uma das cidades

Chicago (3 dias)
St. Louis (1 dia) 478 km
Entre St. Louis e Oklahoma dormir em Springfield ou Tulsa (1 dia) 450 km
Oklahoma (1 dia) 450 km
Entre Oklahoma e Colorado/Denver dormir em Trinidad (1 dia) 700 km
Colorado (1 dia) 700 km
Entre Colorado e Nevada/Grand Canyon dormir em Salt Lake City (1 dia) 700 km
Grand Canyon (1 dia) 700 km
Las Vegas (1 dia) 400 km
Death Valley National Park (1 dia) 234 km
Sequoia (1 dia) 138 km
Yosemite (1 dia) 359 km
Lake Tahoe (1 dia) 300 km
Eureka (1 dia) 628 km
S. Francisco (3 dias) 437 km
S. Barbara (1 dia) 543 km
Los Angeles (1 dia) 153 km
S. Diego (1 dia) 194 km
New York (3 dias)